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Do bloqueio de tela até o acesso à internet, muitos hábitos podem ser aprimorados. Imagem: Pixabay

Há anos existe a concepção de que computadores que utilizam o sistema operacional macOS são reconhecidamente menos penetráveis a vulnerabilidades e vírus do que máquinas que rodam Windows. Estudos recentes também apontam que a superioridade de segurança também é verdadeira em relação a sistemas Android em alguns aspectos.

Ainda assim, como qualquer empresa de tecnologia, a Apple não é perfeita e periodicamente acaba descobrindo brechas de segurança. No começo de 2021, três problemas desse tipo foram resolvidos por meio de atualizações, direcionadas a celulares iPhone 6S e posteriores, iPad Air 2 e posteriores, iPad mini 4 e posteriores e a sétima geração do iPod touch.

Por isso, a aplicação de algumas atitudes e comportamentos de segurança no dia a dia de donos de produtos Apple podem reduzir a exposição a agentes digitais mal-intencionados.

Bloqueio de tela

Os iPhones foram pioneiros em introduzir o leitor facial como um mecanismo de reconhecimento do usuário e de segurança para o celular. Essa tecnologia chegou para se somar a diversos outros métodos de autenticação.

O bloqueio de tela do celular é uma das barreiras decisivas ao acesso à máquina por estranhos. Portanto, o caráter único do acesso via verificação facial ou por biometria as torna as mais difíceis de burlar.

Caso você ainda prefira um código numérico (PIN), evite usar sua data de aniversário, número de celular ou número de identificação. Esses são os primeiros palpites de invasores, que podem ter alguns de seus dados antes mesmo de um ataque e acessar seu celular rapidamente.

Redes privadas para anonimato virtual

Medidas de proteção para a navegação na internet geralmente incluem varreduras periódicas de antivírus e o uso de navegadores seguros. Um bom aplicativo VPN é uma adição nem sempre lembrada a esse conjunto, mas muito bem-vinda.

A VPN é um mecanismo que estabelece rede virtual privada de conexão entre um celular e seu destino digital (um site, por exemplo). Ele garante o anonimato, seja pela ocultação do número de IP, seja pela omissão da localização geográfica do acesso.

Autenticação em duas etapas

Se você conta com mais de um dispositivo da Apple, sua conta vinculada ao Apple ID pode ser protegida de maneira mais eficaz com a autenticação em duas etapas.

A primeira etapa é a tradicional escolha de uma senha, que deverá ser inserida em toda ocasião de acesso à conta. A segunda etapa é um código aleatório gerado automaticamente a todo acesso, é enviado a um outro dispositivo definido pelo usuário.

Qualquer invasor de telefones terá grandes dificuldades em adivinhar um código de duração breve, gerado instantaneamente e enviado para outro dispositivo, para concluir seu ataque.

Seletividade com aplicativos

Claro que o enorme espaço de armazenamento e a capacidade de processamento de um iPhone animam qualquer pessoa a querer extrair o máximo do celular. Mas algum grau de criticismo com aplicativos é desejável para resguardar a segurança digital.

Não é preciso ser extremista. Uma medida simples e relevante de controle é desinstalar aplicativos não utilizados. Considere que cada aplicativo com certeza extrairá dados de seu telefone e os enviará para algum tipo de processamento e coleta externo. Portanto, cada aplicativo desnecessário a mais equivale a mais uma possível superfície de ataque.

Além disso, gerencie as permissões de seus aplicativos um a um. Por mais confiáveis que sejam os desenvolvedores, raramente existe motivo de segurança ou eficácia para compartilhar mais do que o necessário para funcionar.

Cuidado com aplicativos falsos

Além disso, iPhones são os modelos mais estimados por desenvolvedores de aplicativos. A grande quantidade deles inclui aplicativos falsos, que vêm se espalhando na App Store.

Esses programas muitas vezes imitam aplicativos famosos para confundir usuários e coletar seus dados pessoais e de pagamento. Eventualmente, a App Store pode removê-los de seu catálogo, mas até lá o dano pode ser grande se você cair no golpe.

Proteger o chip para proteger a conta Apple

Colocar um PIN no chip do iPhone é uma medida importante para preservar as contas de serviços Apple em casos de roubo ou furto.

Sem um código de proteção para acesso ao chip, os ladrões podem trocar de chip, colocando o do iPhone no outro celular e solicitando um código SMS para reconfigurar senhas para diversos serviços contidos no iPhone: iCloud, Facebook, Instagram, Twitter, entre outros. Esse tipo de golpe viola até mesmo aparelhos protegidos por autenticação de duas etapas.

Conclusão

O que torna essas 6 dicas de segurança de iPhone tão relevantes é seu uso conjunto. Embora muitas pessoas usem uma ou duas delas, é importante perceber que a combinação de diversas delas num comportamento consistente é essencial para a segurança cibernética.

Longe de ser uma paranoia sem motivo, uma mentalidade favorável à cibersegurança será cada vez mais importante conforme os iPhones se tornarem mais sofisticados e mais funcionalidades cotidianas puderem ser digitalizadas. Tudo na vida tem um preço e desenvolver um hábito virtual saudável pode despender algum tempo de adaptação, mas não é um custo alto.

 

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